Vencer a dor

     Em nosso caminhar, passamos por diversas dores, seja em nível familiar, profissional, acadêmico, de amizade, amoroso etc.

 

     Evidente que, não é porque é natural que passemos por dores, que as desejemos, claro que não! E, justamente porque não as desejamos é que sentimos muita dificuldade em lidarmos com elas.

 

     Imaginemos um milionário que perde tudo. Ele sai da posição de quem podia comprar praticamente tudo que quisesse para a situação na qual mal tem onde morar. Neste exemplo, é comum ouvirmos as pessoas dizerem: “É fácil acostumar-se com coisa boa. O difícil é desacostumar-se”.

 

     Ora, é mais ou menos assim as dores por causa de término de relacionamento. É gostoso sentir-se amado. Cria-se expectativa, edifica-se projetos ao fato de estar ao lado da outra pessoa.

 

     Já que usei o exemplo do milionário que perdeu tudo, acredito que valha a pena utilizarmos da comparação novamente. São muitos aqueles que perderam tudo e, contudo, conquistaram tudo de novo e mais um pouco. Este “mais um pouco” se deve, com certeza, à maturidade adquirida com a falência.

 

     Assim também somos nós com as nossas dores. É como andar de bicicleta, não se esquece. Não duvide do amor apenas porque esta relação atual acabou. Não é porque caímos que deixamos de aprender a andar. Os tombos acontecem, mas jamais invalidam o caminhar. Ao contrário, fazem com que caminhemos com mais prudência e com critérios que não tínhamos antes.

 

     Não permaneça na “falência sentimental”, apenas porque a relação terminou. Reveja suas características, reavalie a forma como agiu. Não tenha medo de se autoavaliar. E, sobretudo, não tenha medo de encarar o que, de fato, aconteceu. Olhe, encare a situação de frente. Encare e avalie as atitudes da outra pessoa também. Não caia na tentação de mascarar o que ela disse ou a maneira como agiu. Só quando tiver essa coragem é que começará a ter uma postura real diante de uma situação real. Sendo assim, conseguirá interferir em tudo que está acontecendo, ou seja, na realidade, tendo em vista que ela é a única na qual podemos fazer com que as mudanças aconteçam.

 

     Por fim, não se perca de quem você é. Pergunte-se se não condicionou seu bem-estar ao fato de estar ao lado de alguém. Se sim, então é hora de resgatar seu bem-estar ao simples fato de você estar com você mesmo. Separe lembranças de um lado e estar bem de outro. Lembranças são naturais, afinal de contas, você esteve ao lado da pessoa durante um tempo. São lembranças que, num primeiro momento, despertam pontadas no peito, angústia e tristeza. Contudo, quando você tem consciência que elas são naturais porque nos mostram a ausência do ser lembrado, então não condicionamos nosso bem-estar à presença de quem não quer mais estar presente. Com isso, tornamo-nos presentes conosco mesmo e assumimos nossa reconstrução. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini   


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