A felicidade não virá atrás de você!

             Acredito que todos que me leem já devem ter atravessado por alguma ponte. Estas, por sua vez, variam muito. Podem ser feitas de madeira; podem ser móveis; podem ser estreitas ou largas; curtas ou extremamente longas; altas ou baixas; metálicas ou de concreto reforçado. A forma como serão construídas, bem como o material a ser utilizado, levará em conta o rio que passa por debaixo delas, assim como as distâncias e as condições do terreno nas extremidades.

 

             Os engenheiros podem discordar do material a ser utilizado ou da forma como devem ser construídas. Contudo, em uma coisa eles jamais discordarão: a ponte é passagem de um lugar para outro.Ora, assim também são as situações conflituosas pelas quais passamos! Assim são os problemas, angústias e tristezas que, por vezes, teimam em nos atormentar. Aliás, eles são os rios que, vez ou outra, atravessaremos. O que vai mudar é a intensidade da correnteza, o tamanho do rio, a profundidade, a extensão, a largura etc. Os problemas, conflitos e tristezas em nossa vida também são assim. Alguns são mais extensos (e parecem não ter fim), outros mais curtos; alguns mais profundos (e nos ferem profundamente) e outros mais rasos, e assim por diante.

 

             Diante desta comparação, o que é a ponte? A ponte é a análise que devemos fazer de cada situação. Por vezes, sofremos demais porque não sabemos analisar as dores emocionais pelas quais passamos. Lidamos com todas como se fossem todas iguais. Não, não são! Ter consciência disso já é um grande passo para não morrer afogado. Não podemos absolutizar umas ou desmerecer outras. Cada qual, assim como as pontes, precisa ser avaliada dentro de seu contexto e precisamos nos perguntar sobre o que ela tem significado e produzido em nós. É o encarar a realidade sem medo. É olhar de frente para as águas, por mais assustadoras que possam parecer; ou, por mais calmas que sejam... não se esqueça que é água e, como tal, merece cuidado. É o constante exercício da análise da realidade, do contexto e de quais estratégias usar (sempre tendo como critério a pergunta: o que quero para mim? O que não quero para mim?).

 

             Por fim, quero deixar uma certeza com você. Independente de qual seja o rio que está em sua frente neste momento, tenha sempre a certeza de que é possível atravessá-lo! As pontes somos nós quem as construímos. Aliás, todos concordaremos, também, com os engenheiros, isto é, que ponte é PASSAGEM. Tenha esta certeza em você. Não decrete a eternidade do sofrimento em sua vida... é ponte, é passagem. Logo você estará do outro lado.

 

             Mas, para isso, é necessário o caminhar, o passo a passo. De nada adianta a ponte se não houver a caminhada. Não fique esperando a felicidade, pois ela não virá atrás de você. É você que deve ir atrás dela! Pense nisso. Forte abraço: André Massolini

 


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