Ajustes e reajustes para viver bem

     Quando estamos diante de uma pessoa que consideramos estar agindo de forma incoerente, tendemos a nos irritar.

 

     E por que nos irritamos? Porque acreditamos que a pessoa esteja fazendo o famoso “faça o que falo, mas não faça o que faço”. E isso nada mais é que uma tremenda incoerência. É a inadequação entre o que se fala e o que se vive. A irritação acontece, também, porque consideramos que a pessoa está cobrando algo de nós, ou das pessoas, que ela mesma não vive.

 

     Ora, nós também precisamos fazer uma grande e sincera análise de nosso próprio comportamento, a fim de averiguarmos se estamos sendo coerentes conosco mesmo.

 

     São muitas as pessoas que entram e saem de relacionamentos e sempre consideram que fizeram as escolhas erradas ou, ainda, que têm o “dedo podre”. A partir do momento que acreditamos ter o dedo podre é porque estamos afirmando que sempre escolhemos as pessoas erradas, não é mesmo? Mas será que é sempre as pessoas que estão erradas ou somos nós que estamos nos posicionando de forma incorreta em todas as relações?

 

     É por isso que precisamos fazer uma autoanálise sem medo e com muita humildade. Apenas quando tivermos esta característica é que poderemos, de fato, reconhecer onde estamos errando e quais são os ajustes que precisamos fazer. Caso já tenhamos mudado alguma coisa, perguntemo-nos se não estamos precisando de alguns reajustes naquelas ações ajustadas anteriormente. Quando fazemos isso, estamos no processo de estruturação de um viver bem e, sem dúvida, estamos deixando as incoerências para trás.

 

     Deixar as incoerências é caminhar rumo à adequação do que se se sente com aquilo que se faz. Quantas vezes, vejo pessoas que, racionalmente, sabem o que deveriam fazer e, no entanto, não praticam nada daquilo que têm consciência que seria o melhor. Pessoas que sabem que a retomada da relação amorosa, por exemplo, representa voltar para uma situação de sofrimento, de conflitos e brigas intensas. Contudo, mesmo tendo consciência desta realidade, age de forma totalmente contrária!

 

     Quando conseguirmos atingir este nível de maturidade, então superaremos os conflitos de forma muito mais tranquila. Adequaremos o pensamento com as atitudes. O mesmo raciocínio se aplica às pessoas que dizem amar alguém mas não têm atitudes que demonstram tal sentimento. Fazer esta adequação trará uma paz de espírito fenomenal, tendo em vista que somos um todo e, portanto, fazer com que este todo esteja agindo de forma coordenada e em sintonia só trará benefícios. Estes, por sua vez, garantirão um viver bem. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini

  


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