Desfazer os nós emocionais

     Meus queridos, quantas são as situações conflituosas pelas quais as pessoas passam e, ao invés de solução, parece que mais e mais problemas vão se juntando, como se fosse uma bola de neve.

 

     São nestes famosos momentos que ouvimos frases mais ou menos assim: “Ah não, mais essa”? Ou, ainda: “Affff, desgraça pouca é bobagem”! E a sensação é que há um complô do universo contra nós (risos).

 

     Quero me utilizar de uma metáfora agora. Pense numa caixinha de joias. Dentro dela há algumas correntinhas. Você comprou um pingente e quer pegar uma delas para ver qual combinará melhor com ele. Mas aí, ao abrir a caixinha e pegar as correntinhas, percebe que estão enosadas. É um emaranhado de correntinhas. Você não sabe onde está o início de uma ou o fim de outra, ou se é o meio de uma terceira! E quanto mais você puxa, com ansiedade, parece que o nó torna-se ainda mais resistente e, ao contrário do que se queria, elas se embramam ainda mais! E você percebe que precisa respirar, pensar com calma, analisar qual é qual, onde estão se cruzando, acompanhar uma delas com os dedos e, assim, concluir onde será mais fácil puxar e etc.

 

     É exatamente assim que devemos agir nos momentos de “nós emocionais” pelos quais passamos. O desespero, a ansiedade e a impulsividade não contribuem para que consigamos desfazê-los. Ao contrário, são ingredientes propícios para que se tornem ainda mais confusos, despertando a sensação de que não há saída.

 

      Está passando por uma situação problemática? Cuidado com o catastrofismo (desesperar-se e transformar tal situação numa grande catástrofe, sofrendo antecipadamente). As pessoas tendem a, devido à ansiedade, projetar um sofrimento muito maior. E, com isso, acabam sofrendo no agora - sobre algo que não aconteceu ainda e que nem se sabe se irá acontecer! Onde havia o nó de um problema, juntam-se outros nós: ansiedade, impulsividade, nervosismo, desespero etc. É por isso que outros problemas aparecem. Talvez, em outro contexto (no qual não estivesse tomado por estas emoções), nem consideraria que seria um problema. Mas, tais emoções fizeram com que você enxergasse a partir desta lente de aumento.

 

     Por isso, procure olhar a situação com calma. No exemplo que citei das correntinhas, há um ditado popular que diz assim, a fim de que os nós sejam desfeitos: “Pense numa pessoa fofoqueira”. Infelizmente, vejo que muitos que estão passando pelos “nós emocionais” também agem de forma semelhante à simpatia do pensar numa pessoa fofoqueira, isto é, querem que os nós sejam desfeitos de forma mágica; ou querem que alguém desfaça os nós para ela. Sabe em quem você deve pensar? Em você! Analise sem medo as correntinhas, os caminhos que você percorreu, as ações que empreendeu, os erros cometidos, os acertos, as concepções que lhe norteiam, os pensamentos que lhe orientam. Questione-se! Não tenha medo de encarar o nó. É um nó e, como tal, pode ser desfeito! A correntinha, apesar do nó, continua lá e não perdeu seu valor. A correntinha é sua vida e não é porque há um nó que ela perdeu o valor. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini


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