Recomeçar

     São muitas as situações nas quais somos chamados a um recomeço. Começar de novo, num primeiro momento, parece algo desmotivador mas, ainda bem, nem tudo é o que parece ser.

 

     Muitos milionários ou até mesmo bilionários já passaram pela falência. Começaram de novo e conquistaram fortunas novamente. Aliás, muitos conquistaram muito mais do que possuíam antes de falir. Será que foi sorte? Será que a falência aconteceu por azar? Quando analisamos suas histórias, percebemos que até pode ter ocorrido alguma combinação de estar no lugar certo e na hora certa (assim como, lugar errado e hora errada), mas, inegável que lugar certo e hora certa de nada valem se não houver competência para aproveitar tal lugar e hora. Isso nada mais é que estar preparado (e preparo significa esforço e trabalho contínuo) para agarrar as oportunidades quando elas aparecerem.

     

     Enfim, minha reflexão não é sobre os que fazem fortunas. Apenas me utilizei do exemplo porque quero que reflitamos sobre o recomeçar no nível pessoal. Você estava numa relação bacana, com uma pessoa pela qual sentia um carinho, admiração e amor absurdos. Ora, diante deste quadro, fica evidente que a projeção de futuro se faça presente, tendo em vista que projetamos para o amanhã as boas coisas que temos no hoje, isto é, queremos que elas se perpetuem. É aqui que surgem as expectativas e os projetos que criamos e idealizamos. E isso é natural, não estou dizendo que não! É natural querer a durabilidade de algo que nos faz bem.

 

     Porém, a pessoa termina com você. Logo, a sensação é de que seu mundo caiu. E é uma sensação natural também, uma vez que os projetos de amanhã estavam edificados nas colunas da relação agradável e feliz que se vivia no hoje. Parece que tudo desmoronou. Mas, vou lhe dizer uma verdade difícil de ser digerida: não só parece como, de fato, desmoronou! Não dá mais para projetar algo em cima de alguém que não quer mais. E aí, a “indigestão” desta verdade nos dá um aperto no peito e um embrulho no estômago. E o bem estar transforma-se em mal estar. Consequentemente, devido a esta angústia e este mal estar, tendemos a projetar, agora, uma imagem absolutamente negativa sobre a pessoa que nos deixou. Afinal de contas, é por causa do que ela fez que estamos da forma que estamos! Associamos nosso mal estar a uma pessoa mau (no caso, a que nos deixou).

   

     Sim, sei que existem pessoas que agem com total desconsideração e falta de respeito para com outras; assim como, há aquelas que agem com indiferença e frieza. Mas há, também, aquelas que agem apenas com sinceridade. Apenas terminaram porque não sentiam mais o que sentiam antes. Simples assim. O fato em si é simples, mas as consequências dele em quem ainda ama, não. É por isso que a dor surge, o inconformismo, a sensação de vazio e a incredulidade de que se poderá amar novamente.

   

     E é aqui que o recomeçar parece ser impossível. Mas, saiba de uma coisa: não é! Assim como os milionários que faliram, sempre podemos recomeçar. O desânimo inicial é até compreensível. Mas ele deve ser apenas uma fase. Depois, é necessário que enxerguemos que podemos recomeçar a partir das decepções. É por isso que muitos ficaram mais ricos após a falência, isto é, aprenderam com os erros cometidos e se cercaram de experiência e recomeçaram!

 

     As experiências negativas (término, por exemplo) são negativas e ponto. Caso contrário, teriam outro nome (risos). Contudo, recomeçar a partir delas é olhar a realidade atual com mais critério. O problema é quando desistimos de ter esse novo olhar e permanecemos com os olhos na negatividade daquela experiência do ontem. É por isso que não recomeçamos ou, em alguns casos, não nos permitimos recomeçar. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini


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