Dificuldade em superar tristezas e conflitos

     É muito comum vermos pessoas desanimadas e abatidas por longo período de tempo e, caso não se reflita na situação, são estados que podem se agravar.

 

     Você estava numa relação bacana, na qual se sentia bem e feliz. E, para sua surpresa, o término ocorre. É como se você tivesse sido atingido por uma avalanche. Sente-se incomodado, dolorido e nada parece estar no lugar. Tudo que pensa em fazer não sente ânimo ou motivação para tal, como se não houvesse sentido ou graça em fazer o que se pensou em fazer.

 

     Sim, tenho absoluta consciência de quão dolorosa é uma situação como esta. Porém, quero levar você a uma reflexão deste momento e desta dor, a fim de que você possa olhar com outros olhos e, assim, desenvolver mecanismos diante desta situação.

 

     Dissemos que tudo o que se pensa em fazer carece de ânimo ou motivação, como se não houvesse mais graça ou, em outras palavras, como se não houvesse por que fazer. Ora, mas antes de conhecer a pessoa que terminou com você, onde estava a graça ou o prazer de fazer tais coisas? Você fazia porque gostava de fazer, não é mesmo? Fazia porque aquele programa, aquele passeio ou aquela comida lhe traziam prazer, satisfação e alegria, não é mesmo? Logo, chegamos à conclusão que o prazer, a satisfação e a alegria eram características que estavam vinculadas à relação que VOCÊ tinha com tais atividades e não com o fato de uma OUTRA PESSOA estar com você ao fazê-las!

 

     Sim, claro que sei que é gostoso quando fazemos o que gostamos de fazer na companhia de pessoas que gostamos. Contudo, as pessoas nos deixam, assim como nós podemos deixa-las. A vida é assim. O que precisamos é aprender a resgatar o que já havia em nós! Não nascemos tristes, desanimados ou abatidos! Brincávamos e alegrávamo-nos com simples bolhas de sabão, aviõezinhos de papeis lançados ao vento e com um lençol estendido entre duas camas (simulando uma barraca). Parece-me que vamos amadurecendo, vivendo, envelhecendo e, também, endurecendo-se. Se não tomarmos cuidado, tendemos a nos tornar céticos e descrentes de tudo e de todos, inclusive de nós mesmos e de nossa capacidade de superação e de bem-estar consigo mesmo, isto é, de estar bem e feliz!

 

     Há términos, decepções, perdas, decepções, rejeições etc... E sim, tais situações não são agradáveis. É natural sentirmos vontade de ter novamente ao nosso lado aquela pessoa com a qual nos identificávamos e sentíamos uma afinidade incrível. Porém, precisamos encarar que ela nos deixou e que, agora, portanto, precisamos seguir! Conforme as expectativas que criávamos, os sonhos que edificávamos e os projetos que construíamos, mais difícil é o processo de reconstrução. Porém, preste bem atenção no que vou lhe dizer: não é porque não é fácil que será impossível! Resumindo, então: não é fácil, mas é possível!

 

     E tanto mais será possível quanto mais nos esforçarmos e empreendermos as ações necessárias para que nos resgatemos. Não decrete a impossibilidade de sorrir de novo! Não decrete a impossibilidade de ter uma vida feliz e saudável, apenas porque alguém lhe deixou! Afinal de contas, é a sua vida! Precisamos fazer o melhor por nós mesmos. E, nestes momentos de término ou decepções, o melhor é mudarmos a maneira como enxergamos a situação e percebermos que é passo a passo e que, portanto, precisamos nos esforçar para dar o primeiro. É necessário que se entenda que, apesar da dificuldade, o resgate dos prazeres, satisfações e alegrias que sentíamos antes é totalmente possível. Afinal de contas, eram prazeres, satisfações e alegrias que sentíamos antes de conhecer quem nos deixou! Portanto, apenas compartilhamos tais momentos com a pessoa com a qual estávamos. Agora, é hora de voltarmos a viver tais momentos conosco mesmo. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini


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