Coração partido ou ego ferido?

 

     Acredito que quando sabemos distinguir as emoções produzidas dentro de cada um de nós, então temos a possibilidade de termos atitudes muito mais adequadas e, consequentemente, conseguimos superar muito mais facilmente alguns conflitos.

     

     Ora, quando vamos em algum médico devido a um problema pelo qual estamos passando, mais preciso será o diagnóstico quanto mais for identificada a razão e a causa de tal problema de saúde. Caso contrário, correremos o sério risco de tomarmos um medicamento desnecessário e que em nada ajudará na resolução da enfermidade.

     

     Assim também acontece em nível emocional. Precisamos identificar corretamente o que, de fato, está acontecendo. Mas, para que isso seja possível já dou um alerta: é necessário ter humildade. Somente com ela é que poderemos mergulhar dentro de nossas emoções e encarar verdadeiramente o que está se sobressaindo no “mar revolto das emoções”.

 

     Quando passamos pelo término de um relacionamento, é natural que nos sintamos machucados e feridos (principalmente quando não se era esperado). Todavia, há muitos casos nos quais existe muito mais um ego ferido do que um coração partido! Não estamos acostumados com os “nãos”. O não revolta-nos. Sentimo-nos desconfortáveis, enfim, rejeitados! E, sim, fomos. O problema é que a rejeição faz com que associemos, imediatamente, com o valor que temos, isto é, acreditamos que fomos rejeitados porque não temos valor. Ora, afeta, desta forma, a autoestima.

 

     Uau, percebem como algo que é um direito de cada pessoa, isto é, terminar com outra, pode transformar-se num turbilhão de emoções descontroladas? É por isso que precisamos buscar jogar luz no caminho emocional, pois conseguimos distinguir uma situação de outra.

 

     Percorra o caminho de suas emoções. Vá fazendo o exercício de perceber o que cada situação despertou em você. Talvez, ao fazer isso, você perceba que existe muito mais ego ferido (principalmente se chegar à conclusão que mexeu com sua autoestima) do que um coração partido.

 

     Veja bem, não é porque existe ego ferido que signifique que seu coração não está partido. Contudo, precisamos identificar o que está sobressaindo, pois é muito comum encontrarmos pessoas que consideram estar numa tristeza profunda quando, na verdade, estão muito mais é querendo resgatar a autoestima. Isto porque consideram que perderam o valor quando foram deixadas. E se se chega à conclusão de que é ego ferido, então fica mais fácil. Mais fácil? Sim, pois basta você ter certeza e consciência que seu valor não está no fato de outra pessoa estar ou não ao seu lado. Seu valor está em você e ponto!

 

     Deixou a questão do ego de lado? Então agora é hora de encarar que a tristeza pelo término (que deixou o coração partido) é natural e que a superação desta situação é processual. Mas, para que a superação aconteça são necessárias ações. Quais ações? Falaremos dela no próximo artigo. Forte abraço: André Massolini


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