Vai azedar?

     Meus queridos, sempre estamos diante de possibilidades e escolhas em nossa vida.

 

     Sabia que podemos escolher, inclusive, se ficaremos de mal humor ou não? Imaginemos uma situação: você tem um dia de cão no serviço, com um monte de coisas para resolver e se desdobra em dois para conseguir dar conta de tudo e correr para casa, pois está louco de vontade de assistir um filme ao lado de sua esposa. Porém, quando chega, a primeira pergunta dela (com tom de cobrança e desconfiança) é: “Por que você está chegando tão tarde”?

 

     Veja bem, sei que não temos sangue de barata e, em segundos, passa um filme na sua cabeça de todos os abacaxis que teve que descascar no serviço e de toda a correria para conseguir dar conta de tudo e, assim, atrasar o menos possível. E quase que de maneira instintiva a resposta seria: “Puta merda, tive um dia de cão! Me desdobrei em quinhentos para atrasar o menos possível porque queria estar com você. E mal entro em casa e você já vem com cobrança”? E aí a discussão pode aumentar cada vez mais e o coroamento de um dia de cão é uma noite pior ainda.

 

     Sempre teremos diante de nós dois caminhos a seguir. O primeiro deles é o mais fácil, e é aquele que aparece quase que instantaneamente. É o caminho da raiva, da sensação de injustiça e do sentimento de desvalorização. O outro, por sua vez, está sempre mais escondido; porém, tem a tendência de nos levar para um lugar mais tranquilo. É o caminho do respirar, do refletir nas consequências de uma discussão agora e do que se quer para este fim de dia. Quando decidimos seguir por ele, então usamos a razão e espantamos o “instinto” (que é próprio do primeiro caminho). Simplesmente respondemos expondo, com calma, tudo o que aconteceu durante o dia, afinal de contas, percebemos que a pessoa também não tem bola de cristal para saber tudo que passamos. Fazemos com que ela perceba que foi injusta usando aquele tom desconfiado. Com isso, estamos fazendo um trabalho pedagógico de fazer com que a pessoa reflita melhor sobre como anda agindo para conosco, sem entrarmos numa discussão explícita sobre o assunto. E, de sobra, temos a chance de coroarmos o dia de cão com uma noite muito agradável ao lado da pessoa amada.

 

     Este é apenas um exemplo de centenas que acontecem ao longo de nossa vida, em nosso dia a dia. Nosso posicionamento diante de algumas situações pode fazer com que “azedemos” e fiquemos com um mal humor insuportável. O contrário, por sua vez, é também verdade. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini


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